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Vaticano, um mundo fascinante e repleto de história Imprimir E-mail
Paulo Nonato de Souza   
26-Feb-2009

Conhecer o Vaticano, o menor de todos os estados independentes, com 0,44km², encravado na parte norte da cidade de Roma, na Itália, é uma sensação única, seja você católico ou não, fervoroso beato, carola ou ateu. Um país, dentro de outro país, tão pequeno e com tanta história guardada ao longo de séculos e mais séculos, passa a impressão de que você está diante de algo de outro mundo. Logo na chegada, o muro de 12 metros de altura já é o bastante para causar um grande impacto em qualquer ímpio.


Tudo na capital da Igreja Católica tem forte conteúdo da história do mundo e das civilizações. Talvez por isso provoque tanto fascínio nas pessoas. O lugar tem muitas atrações que prendem a atenção e nos remetem a reflexão, como a Basílica de São Pedro, símbolo do catolicismo, que começou a ser construída no ano 315,  a mando do imperador Constantino, e remodelada entre 1506 e 1626, a Praça de São Pedro, primeiro lugar a ser visitado pela maioria das pessoas que chegam ao Vaticano, e a Capela Sistina, erguida entre 1475 e 1483 durante o pontificado do Papa Sisto IV. É nela onde acontecem os conclaves para a eleição do Papa, fato que sempre chama a atenção do mundo ocidental.

Situada bem em frente da praça, a Basílica de São Pedro guarda embaixo do altar principal o tumulo de Pedro, um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, crucificado e queimado no ano de 67 do Século I. Enfim, visitar o Vaticano não é só um desfile pela história da religião católica, mas também da arte.


 Praça de São Pedro, no Vaicano, recebe milhares de turistas todos os dias

Os museus do Vaticano guardam verdadeiras relíquias colecionadas pelos papas, tesouros etruscos, egípcios, gregos, trabalhos de Leonardo Da Vinci, telas de Rafael e obras de Michelangelo, como os afrescos pintados no teto da Capela Cistina, o Gênesis e Juízo Final. Também na capela, que tem as paredes decoradas com afrescos de expoentes do renascentismo, como Botticelli e Signorelli, está Pietà, a escultura mais conhecida de Michelangelo.

Com tudo isso, o movimento diário de pessoas vindas de todas as partes do mundo começa logo ao clarear do dia, seja qual for a estação. Para qualquer ângulo que se olha tem gente fotografando, sendo fotografada ou apenas contemplando a suntuosidade do lugar onde vive o Papa, e tudo ordenadamente, sem correria. Pelo menos foi assim no dia em que estive visitando a capital da Igreja Católica, numa sexta-feira de inverno e com os termômetros marcando um grau abaixo de zero.

“Aqui vem muita gente todos os dias, no verão e no inverno. Nunca tem tumulto, mas o ideal é evitar os finais de semana, pois é quando o número de visitantes é muito maior”, atesta Domenico Romano, vendedor de lembrancinhas do Vaticano na calçada próxima da entrada da Praça de São Pedro.

Serviço:

Estando em qualquer lugar de Roma, é fácil chegar ao Vaticano. Basta desembarcar na Estação Termini e terá várias opções baratas para completar o caminho. A passagem de ônibus desde Termini custa 1 Euro por pessoa.

O Vaticano é um Estado soberano desde 11 de fevereiro de 1929. É governado pelo papa, único monarca absoluto da Europa. A cidade de cerca de 500 habitantes tem seu próprio correio, banco, moeda, sistema judiciário, rádio, lojas e um jornal diário, l'Osservatore Romano.

Um bom passeio pelo Vaticano dura pelo menos um dia todo, e termina com o desejo de voltar. A dica é fazer isso durante a semana, porque sábado e domingo o número de visitante é muito maior e tudo fica bem mais concorrido.

Atualizado em ( 26-Feb-2009 )
 
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