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Na seca, tudo no Pantanal fica ao alcance dos olhos Imprimir E-mail
Paulo Nonato de Souza   

ImageVem aí a estação da seca no Pantanal de Mato Grosso do Sul. De julho a setembro é quando os animais são mais facilmente avistados, em busca de água e alimento ou reunidos em torno de corixos, lagoas e baías formados durante a estação da cheia. Quando as águas baixam ficam expostos seres que atraem outros animais em busca de comida, como quatis, catetos e aves aquáticas. O que era um imenso jardim alagado se transforma em vastos campos de grama nativa e capim baixo.

Na seca, grande parte da fauna pantaneira fica ao alcance dos olhos dos turistas, como o tamanduá-bandeira, o gavião-belo, a curicaca-do-pescoço-amarelo, a garça, o tuiuiú, o cafezinho, o gavião-fumaça, a arara azul, o tucano e muitos, centenas, milhares de jacarés. E como se isso não bastasse, é no período da seca que o Ipê roxo, a árvore símbolo do Pantanal, floresce e proporciona um espetáculo de tirar o fôlego.


“O Pantanal é um belo espetáculo o ano todo”, avisa Beth Coelho, proprietária da Fazenda San Francisco, um refúgio agro-ecológico localizado no município de Miranda, que mantém atividades de pesquisas científicas da arara-azul, papagaio, jaguatirica e onça-pintada. Na propriedade, um dos projetos de preservação mais importante é o Projeto Gadonça, com o objetivo de estudar a relação entre o gado doméstico e as onças-pintadas e pardas. Por conta dessa ação, 14 onças circulam pela região equipadas com rádio-colares.

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Também nos meses em que a água toma conta da região é possível ver uma infinidade de exemplares da fauna local. Na cheia, ainda que alguns mamíferos se escondam por entre o mato, o visitante sempre pode contemplar e fotografar aves migratórias que chegam ao Pantanal sul-mato-grossense especificamente nessa época, como o tapicuru-de-cara-pelada, marreca-cabocla, marreca-irerê e ananaí, saídas do Pantanal Norte em busca de alimento.

Cores, ruídos, rastros, movimentos, enfim, tudo no Pantanal indica a presença de uma rica e bela fauna e flora. É a maior área alagável das Américas, com uma planície de aproximadamente 210 mil quilômetros quadrados. Apesar do nome, não se trata de um pântano, considerando que sua superfície não está constantemente alagada. Prova disso é a estação da seca que se aproxima.

O que faz do Pantanal uma região única são suas diferentes paisagens que podem mudar radicalmente ao se atravessar a margem de um rio. Campos, alagados e matas com influência da Floresta Amazônica, do Cerrado e da Caatinga formam uma mistura de ecossistemas que podem ser contemplados o ano todo. O equilíbrio depende das águas e do ciclo de cheias e secas da região.

No Pantanal o ano se divide em quatro épocas: chuva (outubro a dezembro), cheia (janeiro a março), vazante (abril a junho) e seca (julho a setembro).

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Serviços:

Partindo de Campo Grande, o principal acesso ao Pantanal é pela BR-262, via Aquidauana.

A Agência Ar, em Campo Grande, tem pacotes para o Pantanal que incluem roteiros, passeios e diferentes opções de hospedagem em hotéis e pousadas para que o turista possa conhecer o cotidiano e a cultura pantaneira.

Website: www.agenciaar.com.br. Tetefone: 67 – 3326 8066.
 
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