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Olimpíada é só mais um motivo para viajar a China Imprimir E-mail
Paulo Nonato de Souza   
ImageOs sul-mato-grossenses que planejam usar, no bom sentido, claro, os Jogos Olímpicos de 2008 para conhecer a China já podem começar colocar o plano em prática. A menos de um ano para o início das competições que vão acontecer no país considerado forte candidato a fazer frente à hegemonia política e econômica norte-americana no mundo, as operadoras de turismo brasileiras estão empenhadas em oferecer pacotes de sete, 10 ou 12 dias de viagem que incluam guias que falem português e espanhol. Os custos podem sair a partir de US$ 3 mil, incluindo passagens.
“O país é muito interessante. Há lugares fantásticos com um misto de beleza e emoção. Nem tanto a natureza como aqui no Brasil, mas os monumentos construídos há vários séculos. Conhecer e caminhar pela Muralha da China, construída antes do nascimento de Jesus Cristo, é algo indescritível. A gente viaja no tempo e fica imaginando como aquilo tudo foi erguido numa época sem a tecnologia de hoje. E continua lá, intacto”, disse o estudante de direito Carlos Henrique de Castro, que já trocou Campo Grande pela China por duas vezes e pretende voltar no período dos Jogos Olímpicos.

Para quem já esteve naquelas bandas do oriente, nem precisaria do motivo olímpico para ir a China, mas nada melhor do que unir a emoção de assistir aos Jogos Olímpicos à satisfação de conhecer de perto a história milenar chinesa. Além da muralha, símbolo chinês com 5 mil km de extensão, há outros lugares belíssimos, como Pequim, Xangai, Tibet, Xian (a noroeste do país), as cidades cortadas pelas altas montanhas, e o Rio Yangtsê, que abriga a Barragem de Três Gargantas.

Segundo o presidente executivo da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE), Paul Liu, o país é muito mais barato do que a Europa na comparação de custos, hospedagem e alimentação, por exemplo. “Se o turista brasileiro optar por épocas de baixa temporada, encontrará pacotes de uma semana na China a preços mais baixos do que opções de uma semana em Paris. Temos hotéis de quatro estrelas que cobram US$ 70 a diária”, declarou.
 
ImageA China quer aproveitar bem a atenção do mundo durante as Olimpíadas. Com o objetivo de causar boa impressão, está investindo fortemente em infra-estrutura e na modernização do país, especialmente de Pequim, a sede dos Jogos, que pretende seguir o exemplo de Barcelona. Nas Olimpíadas de 1992, a cidade espanhola foi totalmente reformulada e soube tirar proveito da divulgação natural do evento para consolidar-se no mapa do turismo internacional.

“Há uma boa expectativa em torno dos Jogos Olímpicos de Pequim por conta da fascinação pela China, mas tradicionalmente os sul-mato-grossenses não costumam viajar para assistir competições esportivas, nem mesmo Copa do Mundo, e por isso não se espera muito em termos de procura”, disse o agente de viagens da Premier Turismo, Fernando Fontoura. Ele revela que tem crescido a cada ano o número de campo-grandenses que vão a China, mas para participar de feiras e eventos de negócios.

Serviços:

Informações sobre o pedido de visto podem ser obtidas no setor de vistos da Embaixada da República Popular da China, em Brasília.
Av. das Nações.Lote 51.Quadra 813. Telefone – 61 2195 8200. Website:
www.embchina.org.br

A viagem entre o Brasil e a China, com embarque a partir de São Paulo ou Rio, dura em média 30 horas em vôos transatlânticos de no mínimo duas conexões.

A China tem cinco mil anos de história e ainda usa pouco a língua inglesa para se comunicar. O mandarim ainda é a língua mais falada.

 
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